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Entrevista Jornal das Oficinas

Entrevista Jornal das Oficinas 


Em Setembro, a Domingos & Morgado deu uma entrevista ao Jornal das Oficinas onde falamos sobre as origens da nossa empresa, desafios e o que nos move.

Começamos a entrevista, abordando o lema da Domingos & Morgado: "Rumo à excelência".

Neste artigo, poderá aceder à entrevista integralmente ou se preferir, pode assistir em formato vídeo.
 

Entrevista 


Nasceu sem produto para vender mas com peças para fazer assistência. Devido à insistência de fornecedores e ao forcing de clientes. Foi o mercado que a criou e não o inverso.

No tom simpático, educado e cordial que o caracteriza, José Morgado faz a retrospetiva ao Jornal das Oficinas:
 

“Eu e o Domingos Lopes, que já andamos há muitos anos nesta área, saímos de um grupo que tinha entrado em situação de rutura e que teve alguns problemas no mercado.

Saímos em situação de dificuldade e houve como que uma onda à nossa volta para que ficássemos com o mercado.
Foram os fornecedores que nos desafiaram.

Nunca pensámos atingir tal proporção, embora tivéssemos o know-how”.

Os dois colegas tiveram, no fundo, de “assumir” o mercado para dar assistência aos equipamentos, uma vez que eram eles as pessoas do terreno.

Mais do que para ter produto, a empresa foi criada há 20 anos para não deixar os clientes abandonados.

Domingos Lopes, responsável pela direção comercial, e José Morgado, que tem a seu cargo a direção geral, já lidam com a John Bean desde a década de 80, quando a marca ainda se chamava FMC.
 

“Ainda hoje, existem máquinas dessas a trabalhar e nós damos-lhes assistência”, recorda José Morgado.

Organização Estruturada


Com a sigla D&M nasceu, em agosto de 1997, um projeto que, atualmente, integra duas empresas (a D&M 2 surgiu em abril de 1998), que são complementares uma da outra num segmento de atividade do setor automóvel.

Enquanto a Domingos & Morgado se dedica à importação e distribuição de jantes para veículos ligeiros, comerciais e camiões, tanto em aço como em alumínio, representando em Portugal marcas de grande prestigio e qualidade, sobretudo de origem italiana e alemã, a Domingos & Morgado 2especializada no setor de máquinas e equipamentos oficinais, comercializando máquinas de alinhar direções, equilibrar rodas, desmontar e montar pneus, elevadores, teste de suspensão, direção e travões, compressores e consumíveis, bem como material para reparação de pneus e pesos de equilibragem de rodas e outras ferramentas.

Além de Domingos Lopes e José Morgado, existe um terceiro sócio, Mário Leal, engenheiro mecânico responsável pela direção técnica, onde se inclui a assistência e a formação.


Instalações Domingos & Morgado

A estrutura criada por Domingos Lopes e José Morgado, que comemorou 20 anos no passado mês de agosto, é, hoje, um grupo que se encontra sediado em Milheirós (Maia), onde dispõe de umas infraestruturas com 750 m2, integra 13 colaboradores, conta com cerca de 2.500 clientes ativos dos 9.600 que constam da base de dados e contabiliza cerca de 7.000 referências no seu portefólio.


O grupo chega a todo o país (continente e ilhas) e dispõe de um frota própria para o serviço diário e transporte de pequeno equipamento.

“No conjunto das duas empresas”, revela José Morgado, “em 2016, faturámos dois milhões e meio de euros.

Dos quais milhão e meio foi assegurado pelos equipamentos, 70% do nosso negócio é feito à custa dos equipamentos”.

Com uma taxa de crescimento acentuada na zona sul do país, o negócio da D&M floresce devido, essencialmente, ao efeito do passa a palavra.
 

“Obviamente que dispomos de pessoas no terreno, mas o cliente chega até nós porque tem boas referências.

Os negócios continuam a fazer-se por pessoas. Ninguém compra equipamentos pelo telefone”
, explica José Morgado e acrescenta:

Quando temos um determinado vetor de qualidade e de fornecedor, o preço não é assim tão importante.

É esta a nossa estratégia. Qualidade e abilidade são as nossas maiores referências. Não é por acaso que o nosso lema é rumo à excelência. Esta é a máxima que rege a nossa organização”
.

Elevar a Notoriedade


No segmento dos equipamentos, a D&M 2 é representante exclusiva em Portugal dos produtos do Grupo Snap-On, com as marcas John Bean e Cartec, além de outros equipamentos de qualidade de origem italiana, como são os casos da Werther, Efemme, GIS ou Pasquin, só para citarmos alguns exemplos.

Entretanto, novos parceiros acreditaram na valia da empresa e juntaram-se, em 2014, ao projeto D&M 2, como foi o caso da Vipal, um dos líderes mundiais na produção de materiais para reconstrução e reparação de pneus, e da Hofmann Wegmann, líder mundial indiscutível no fabrico de pesos de equilibragem para rodas, com as suas marcas Hofmann e Perfect Circle.

No entanto, a John Bean continua a ser o ex-líbris da D&M 2.
 

“Costumo dizer que só não temos equipamentos de diagnóstico e de colisão para as oficinas.

Linhas de pré-inspeção também dispomos, embora não as trabalhemos muito”
, revela José Morgado.

Projectos Chave na Mão


Se existe facto de que o grupo se orgulha é de desenvolver projetos à medida do cliente e de fazer aconselhamento.
 

“Em função da solução financeira, fazemos o plano de negócios ao cliente.

Fornecemos uma solução global.

Não faz sentido, por exemplo, o cliente optar por um equipamento topo de gama se metade das funções não for utilizar, ou adquirir um equipamento dispendioso se o seu nível de rentabilidade inicial for baixo.

Nos negócios, como na vida, não vale tudo”
, enfatiza o CEO.

Fornecemos sempre a solução económica e financeira mais adequada para o cliente, e nisso, a John Bean é exímia, uma vez que dispõe de várias gamas para servir diferentes necessidades”.


Já em relação ao renting...
 

 “Os clientes não estão a dar-lhe a devida importância.

É uma solução que a D&M aponta: "Tal como o financiamento, uma vez que dispomos de boas parcerias com a banca para casos de leasing”,
acrescenta José Morgado.

Formação


A formação é outra das prioridades da D&M.

Tanto mais, que foi estabelecida uma parceria com o CEPRA e houve necessidade de agendar mais duas ações em Lisboa para este ano.

Marketing Digital


Noutra vertente, em agosto do ano passado, o grupo optou por uma política de comunicação diferente.
 

“Estamos a apostar no marketing digital, que nos tem permitido chegar a um leque mais alargado de clientes, quanto mais não seja pela pegada digital que deixa”, dá conta o CEO.


No fundo, a D&M tem conseguido elevar a notoriedade onde a qualidade e o serviço há muito já estavam. E quanto ao futuro? José Morgado não hesita na resposta:
 

“Um dos projetos passa por alargarmos os recursos humanos, sobretudo na zona sul.

Para os próximos cinco anos, diria que o nosso grande objetivo é atingir a notoriedade a nível de qualidade de produto e serviço no segmento médio/alto do mercado, onde já estamos presentes e em que o nível de exigência é maior.

Crescer? Sim, mas de forma sustentada. Crescer apenas pelos números, irá trazer-nos problemas mais tarde a nível de assistência. Neste setor, que é muito técnico, costumo dizer que depressa e bem, não há quem”, afiança.


A terminar, refira-se a reformulação da presença online do grupo.
 

“O nosso site nunca será uma grande plataforma de vendas B2B, uma vez que o nosso produto é técnico.

No entanto, investimos no site porque entendemos que tudo o que é notoriedade está na Internet.

Quanto mais não seja pela pesquisa e consulta que proporciona.

Fizemos um upgrade para tornar o nosso site mais responsivo, mais acessível e que surja mais rapidamente nos motores de busca.

Assim como temos, agora, uma comunicação mais interativa com o cliente, através de notícias e da partilha de artigos do seu interesse"
, conclui José Morgado.

Artigo originalmente publicado no Jornal das Oficinas, Setembro 2017, edição 142

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